12 min leitura Equipe Prollab

Laboratório de Prótese Digital: Como Montar do Zero em 2026 (Guia Completo)

O passo a passo real para sair do gesso e montar um laboratório de prótese digital que produz mais, refaz menos e atende dentistas que já escaneiam.

Resposta rápida

Para montar um laboratório de prótese digital você precisa de: (1) um scanner (de bancada ou aceitar o intraoral do dentista), (2) um software CAD de modelagem, (3) fabricação — impressora 3D de resina e/ou fresadora, (4) fluxo para receber e organizar os arquivos STL, e (5) um sistema de gestão que conecte cada scan à ordem de serviço. Dá para começar híbrido com R$ 60–90 mil.

Por que migrar para o digital agora

Cada vez mais dentistas compram scanners intraorais e passam a enviar arquivos em vez de moldagens. O laboratório que não recebe STL começa a perder esses clientes. O fluxo digital também reduz retrabalho, padroniza a qualidade e permite produzir coroas, facetas, modelos, guias e placas em muito menos tempo.

O fluxo digital, etapa por etapa

Escaneamento → Arquivo STL → Modelagem CAD → Fabricação (CAM: impressão 3D / fresagem) → Acabamento → Entrega

A grande mudança em relação ao analógico é o ponto de partida: em vez de receber um molde físico, você recebe um arquivo digital. Toda a organização do laboratório passa a girar em torno de receber, visualizar e versionar esses arquivos.

Equipamentos e investimento

ItemPara quêFaixa (R$)
Scanner de bancadaDigitalizar modelos e moldes25.000 – 60.000
Software CADModelar coroa, faceta, barralicença/assinatura
Impressora 3D de resinaModelos, guias, placas, provisórios15.000 – 40.000
FresadoraZircônia, dissilicato, PMMA80.000 – 250.000
Setup de entrada (híbrido)Scanner + impressora + CAD60.000 – 90.000

Dica para reduzir o investimento inicial: comece híbrido. Aceite o escaneamento intraoral do dentista, imprima o que der em resina e terceirize a fresagem de zircônia até ter volume para comprar a fresadora.

O gargalo que ninguém conta: organizar os arquivos

Quem monta laboratório digital descobre rápido que o problema não é modelar — é a bagunça de arquivos. O scan vem por WhatsApp, e-mail, WeTransfer, pen drive. Aí some, é enviado a versão errada para a fresadora, ou ninguém acha o STL na hora de refazer.

A solução é tratar o arquivo como parte da ordem de serviço: cada STL fica anexado ao caso, com o nome do dentista, o dente e a data. Assim qualquer pessoa da equipe abre o caso e vê o scan certo.

Como o Prollab organiza seu laboratório digital

O Prollab foi feito para laboratório digital: ele conecta o arquivo 3D ao caso do começo ao fim.

  • Arquivos STL e PLY anexados na OS — o scan fica junto do caso, não perdido em pastas.
  • Visualizador 3D no navegador — gire e dê zoom no modelo sem baixar nem abrir o CAD.
  • Portal do cliente — o dentista envia o escaneamento e ele já entra anexado à solicitação.
  • Kanban de produção — acompanhe cada caso do escaneamento à entrega.
  • Financeiro e NFSe — precificação, cobrança PIX/boleto e nota fiscal no mesmo lugar.

Veja também: como funciona o fluxo digital CAD/CAM e como receber e organizar arquivos STL dos dentistas.

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