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Produção

Modelo de Ordem de Serviço para Laboratório de Prótese (Campos + Como Preencher)

Equipe Prollab10 min de leitura

Resposta rápida

Uma ordem de serviço (OS) de laboratório de prótese deve conter: número da OS, dentista, paciente, tipo de prótese, dentes (numeração FDI), cor/escala, material, observações técnicas, data de entrada, data de entrega e valor. Esses são os campos essenciais que evitam retrabalho, perda de informação e atraso. Abaixo você tem o modelo completo, o que cada campo significa e como preencher.

A ordem de serviço é o coração do laboratório de prótese. É nela que mora toda a informação de um trabalho — e quando ela é mal preenchida (ou anotada num caderno que se perde, num WhatsApp que some), o resultado é sempre o mesmo: retrabalho, cor errada, prazo estourado e dentista insatisfeito. Neste guia você encontra um modelo de ordem de serviço para laboratório de prótese com todos os campos, o que cada um significa e como preencher sem erro.

O que é uma ordem de serviço de prótese?

A ordem de serviço (OS) é o documento que registra tudo sobre um trabalho protético: quem pediu, para qual paciente, o que será feito, com qual material e cor, em quanto tempo e por quanto. Ela é a fonte única de verdade do laboratório: orienta a produção, evita ligações de dúvida, sustenta a cobrança e serve de histórico do caso. Sem uma OS bem estruturada, cada trabalho vira uma aposta na memória.

Modelo de ordem de serviço: todos os campos

Use a tabela abaixo como modelo. Os campos marcados como essenciais nunca devem ficar em branco; os demais são opcionais, mas reduzem muito o retrabalho.

CampoObrigatório?O que registrar
Número da OSEssencialIdentificador único e sequencial. Permite buscar, rastrear e referenciar o trabalho em qualquer conversa com o dentista.
Dentista solicitanteEssencialQuem pediu o trabalho e, normalmente, quem paga. Liga a OS ao cliente e ao histórico financeiro.
PacienteEssencialNome ou código do paciente. Identifica o caso clínico sem misturar trabalhos do mesmo dentista.
Tipo de serviço / próteseEssencialCoroa, faceta, PPR, prótese total, prótese sobre implante, provisório etc. Define o fluxo de produção.
Dentes (numeração FDI)EssencialOs elementos dentais envolvidos (ex.: 11, 21, 36). Evita confusão sobre quais dentes serão trabalhados.
Cor / escalaEssencialEscala de cor (ex.: A2, A3.5 Vita). Erro de cor é uma das principais causas de retrabalho e devolução.
MaterialEssencialZircônia, dissilicato, metalocerâmica, acrílico etc. Impacta custo, prazo e instruções para o técnico.
Observações técnicasOpcionalFormato, textura, contatos, oclusão, pedidos especiais do dentista. O espaço que evita ligações de dúvida.
Data de entradaEssencialQuando o trabalho chegou ao laboratório. Base para medir prazo e produtividade.
Data de entregaEssencialPrazo combinado com o dentista. Alimenta o Kanban e os alertas de atraso.
ValorEssencialPreço do serviço. Alimenta o financeiro e a futura cobrança/fatura.
Fotos do casoOpcionalImagens do modelo, do antagonista ou da situação clínica. Documentam o caso e reduzem retrabalho.

Como preencher a OS sem erro (passo a passo)

  1. Identifique dentista e paciente. É o que liga a OS ao responsável pelo pagamento e ao caso clínico. Nunca deixe o paciente em branco — é o que diferencia dois trabalhos do mesmo dentista.
  2. Descreva o serviço e os dentes. Informe o tipo de prótese e a numeração FDI (ex.: 11, 21, 36). Quanto mais específico, menor a chance de retrabalho.
  3. Defina cor, material e observações. Cor errada é a devolução mais comum — confira a escala (ex.: A2 Vita) e registre material e qualquer pedido especial (textura, formato, provisório).
  4. Estabeleça prazos e valor. Data de entrada, data de entrega e valor. São os campos que alimentam o controle de produção e o financeiro.
  5. Anexe fotos do caso, se possível. Modelo, antagonista, situação clínica. Documentação visual evita mal-entendido e protege você.

Papel e planilha funcionam? Sim, mas com limites

Um modelo de OS em papel (talão numerado) ou planilha resolve o básico: registra os campos. Mas tem três problemas que custam caro:

  • Se perde. Papel molha, some, vai pro lixo. Planilha corrompe ou é sobrescrita sem querer.
  • Não avisa atraso. Nenhum talão te alerta que a entrega é amanhã e o trabalho ainda está na primeira etapa.
  • Não consolida o financeiro. Você preenche o valor, mas continua somando na mão quanto cada dentista deve.

A OS digital: mesmos campos, zero retrabalho

Um sistema para laboratório de prótese dentária como o Prollab usa exatamente os mesmos campos deste modelo — mas numera a OS automaticamente, anexa fotos, gera o Kanban de produção com alerta de prazo e consolida o financeiro de cada dentista sozinho. Você preenche a OS uma vez e ela vira produção, cobrança e histórico — sem digitar nada duas vezes.

Conclusão

Um bom modelo de ordem de serviço é o que separa o laboratório organizado do laboratório que vive apagando incêndio. Comece com os campos essenciais deste guia — número, dentista, paciente, serviço, dentes, cor, material, prazos e valor — e, quando quiser eliminar o retrabalho de vez, migre para uma OS digital que faz o trabalho pesado por você.

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